• Naiah Caroline Rodrigues de Souza

Você ainda não conhece o mapeamento com drones? Confira agora alguns motivos pra conhecer.

O mercado dos drones está crescendo cada vez mais, a medida que a utilização dessa ferramenta é aplicada em estudos e serviços cada vez mais diversos.



A tecnologia do drone, ao contrário do que muitos creditaram a alguns anos atrás, veio pra ficar. E o melhor, ela veio pra enriquecer a engenharia e outras áreas, de modo que não deve ser considerada como ameaça a nenhum ofício.


As possibilidades são diversas, porém como toda novidade em algumas regiões a aplicação dos drones ainda está ganhando credibilidade. Sim.


Ainda que em algumas áreas a utilização dessa ferramenta já esteja se consolidando, como na agricultura de precisão e escala e mineração, em outras ela está engatinhando, principalmente no nordeste, como a #topografiaurbana.


O drone é uma é uma tecnologia de aquisição de dados dentro da ciência que é chamada de fotogrametria, assim como a estação total é a tecnologia de aquisição de dados da topografia.


A Fotogrametria coleta informações dos objetos remotamente, de modo que não é necessário que ocupe (fisicamente) o objeto de interesse. A topografia, por sua vez, utiliza o solo como meio de aquisição de dados.


A fotogrametria utiliza o espaço aéreo e ambas as ciências tem o mesmo objetivo “coletar informações georreferenciadas” e representar estas informações em forma de mapa.


A utilização dos drones tem popularizado a fotogrametria e ampliado a acessibilidade aos produtos gerados por essa tecnologia.


Produtos que seriam muito caros para serem adquiridos, e levariam meses tempo para serem gerados, agora podem ser produzidos por pequenas e médias empresas em semanas.


Usualmente a fotogrametria realizada utilizando drones e aplicadas a fins de engenharia são chamadas de mapeamento aéreo.


O referido mapeamento é divido em quatro etapas:


Planejamento do Voo: Nessa etapa são definidos a altura do voo, a resolução do mapeamento (GSD), quantidade de voos e de pontos de apoio. Aqui você deverá conhecer qual será a área mapeada e pra isso utilizamos o Google Earth, de posse da área e suas dimensões são definidos os parâmetros do voo.


Execução do Voo: Nessa etapa é realizado o voo fotografando a área de interesse, após a coleta dos pontos de controle (alvos) em solo.


Processamento dos Dados: Através das imagens coletadas e das informações do voo elas são processados em softwares específicos e gerados os principais produtos.


Controle de qualidade: Análise da qualidade dos produtos gerados, através da visualização dos produtos e dos relatórios de processamento. Essa etapa deve ocorrer em paralelo ao processamento de dados.


Além da redução dos custos em relação a fotogrametria convencional, e a redução do tempo de execução quando comparada a topografia convencional, através do mapeamento aéreo com drones é gerado um volume de dados significativo, com detalhamento e precisão satisfatórios.


Como dito no início desse texto, a fotogrametria utilizando drones não é uma tecnologia que chegou pra provocar o desuso de outras, ou criar uma espécie de concorrência.


A topografia e a fotogrametria possuem basicamente o mesmo objetivo, porém caberá ao profissional decidir quando uma será a melhor opção para realização de um serviços.


A topografia poderá ser utilizada pequenas áreas, por outro lado a fotogrametria é mais indicada para grandes áreas. Diante dessas aplicações, alguns pontos devem ser avaliados: tempo, custo e precisão. Para uma boa aplicação é importante analisar o custo / benefício a partir do cruzamento desses pontos críticos.


  1. Tempo: o #mapeamentocomdrones apresenta melhor desempenho na variável tempo, porque mapeia grandes extensões de terra em um curto espaço de tempo.

  2. Custo: a fotogrametria convencional possui um alto custo de viabilidade sendo inviável para pequenas e médias áreas, já a fotogrametria com drone possui baixo custo de implementação e viabilidade sendo equivalente o topografia.

  3. Precisão: a topografia possui uma maior precisão (nível de milímetros), já a fotogrametria apresenta precisão na casa dos centímetros.

  4. Detalhamento: é uma variável que se destaca entre as técnicas, pois a topografia coleta os pontos espaçadamente no terreno, geralmente esse espaçamento é de 10 metros, no momento de gerar o MDT o terreno apresenta um aspecto geométrico, já na fotogrametria são coletado milhões de pontos, com isso, o detalhamento é muito maior, representando fielmente os detalhes do terreno.

É importante destacar que a análise dos pontos citados, e avaliação do custo/benefício deverá partir do objetivo do projeto e dos produtos que deverão ser gerados para atender esse objetivo.



Por: Naiah Caroline Rodrigues de Souza


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